E VAMOS À RIMA

Cláudio acorda 7h, arruma seus papelões, jornais e seu cobertor sujo com a poeira escura do ar de uma metrópole populosa. Se arruma, afaga seu companheiro, um vira lata preto e marrom, com nome de Zóiudo. Vai pro sinaleiro, descolar um dinheirinho.

Cláudio com Zóiudo, são uma família, mais que isso,  são amigos. Onde um vai, o outro acompanha. No sinaleiro, Cláudio apresenta malabares, enqto Zóiudo carrega um boné velho, pela passarela entre os carros. As pessoas tem várias reações…..uns gritam: “Vai trabalhar, vagabundo!”;outros sentem dó; alguns dão logo uns trocados achados no carro, provavelmente seria o troco de alguma compra; já outras pessoas nem olham e repugnam esse “povinho de sinal, pois são marginais”.

Já passa das 11h, calor de 38º, a calçada parece ser lava de um vulcão….Cláudio pega o boné de Zóiudo,  e conta o que ganhou. Quinze reais, será a quantia do café da manhã- almoço que ele fará, as vezes ele conta como a janta também. Recolhe seus pertences e segue com Zóiudo até aquele restaurante público, onde poderá fazer um bom prato de comida.Fica na fila, sabendo que Zóiudo não poderá entrar no local, Cláudio conversa com o companheiro e esse fica do lado de fora guardando os pertences dos dois… 

Passa 10 minutos e Cláudio sai com um saco cheio de resto para Zóiudo, o qual engole a comida e depois vai até o meio fioe toma sua água. Deitam-se por ali mesmo para descansarem…já quase escurecendo, eles voltam para o sinaleiro, onde dessa vez ganham 9 reais.

Feliz pela fatura do dia, Cláudio vai até um banheiro público, toma seu banho e segue para um restaurante caro da cidade. Lá, ele fica na rua guardando os carros e consegue também os restos de comida que o cozinheiro coloca num saco para Zóiudo. 

São 2h da matina então voltam para seu “lugar na rua”, os dois dividem o alimento ganho, se embolam em seus jornais e papelões e o pedaço de cobertor sujo. 

Mais um dia se acaba, mais um dia eles sobrevivem à divisão social. Cláudio já teve família, casa, carro e os perdeu num acidente, ficando apenas com Zóiudo.

vamos-a-rima

3 Responses to “E VAMOS À RIMA”


  1. 1 Smaily Prado 26/02/2009 às 7:36

    Que legaal vc começar a escrever histórias também! Te dou a maior força! Te amo!

  2. 2 Smaily Prado 26/02/2009 às 7:40

    È uma história bacana de amizade!

  3. 3 jóva 03/03/2009 às 4:23

    ótima amiga…mas num entendi…pq num vi rima…kkkkkkkkkkkk…mas curti o enredo!


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