Um dia no passado

Certo dia, Alberto ao se levantar de seu leito, foi ao banheiro e não conseguiu ver seu rosto, via um rosto estranho, tinha cabelos compridos loiros, nariz fino, olhos azuis, tinha sardas na maçã do rosto e era branco. Sentiu-se muito estranho, gritou, analisou e achou que ainda estava dormindo, já que na realidade, Alberto era  negro alto com olhos castanhos. Passou água no rosto, secou na toalha, balançava a cabeça e fechava e abria seus olhos rapidamente…Não era um sonho!! Mas porque ele estava com outro físico? Quem era esse rapaz? Onde ele estava?

Sem respostas, Alberto caminhou pela casa, esta continuava a mesma, só que os móveis eram outros, o cheiro estava diferentes, não havia mais suas flores no jardim…assustou-se mais uma vez….o que fez para estar daquele jeito?

Uma mulher alta e esguia, viera em sua direção e lhe deu um beijo, falou algumas coisas e foi em direção à cozinha com uma cesta de frutas. Alberto não entendeu nada e continuou a pesquisar sua casa, as coisas, móveis, automóveis, estavam modernos, brilhavam, não tinham mais a cor da poeira da fazenda, era tudo igual e diferente ao mesmo tempo, nem ao menos conhecera a loira da cesta de frutas, e como ela se sentia tão a vontade em sua casa?

Pensou….Alberto, Alberto…última vez que estava aqui, foi em meu jardim, estava bravo com umas pessoas que achavam que por eu ter uma cor de pele diferente, não tinha direito de fazer qq tipo de negócio igual aos outros de outra raça. Foi se lembrando do passado… de como sofreu, de como lutou, e de como tudo o q fez, foi por água abaixo.

E por que estava branco? Por que este castigo? Viajou em  pensamentos até lembrar que essa continuava sua casa, que ele conquistou a construindo, lembrou também que sofreu um acidente no jardim, que apanhou no dia de sua morte e que sua última lembrança dele negro, foi ele se perguntando….como seria a vida de um branco e pq existe essa diferença toda? Alberto estava ali, em sua casa, em outra época, com outra família e com outro corpo… teve sua vez de compreender o q tinha tanta dúvida, então chorou. Não sabia ainda se era um sonho, na verdade nunca soube, se estava com lembranças do passado ou se aquele era seu passado e agora inventara esse momento.

Alberto, teve sua chance de compreender na pele, o pq as pessoas sentem-se diferentes e pq tratam-se como estranhos.

Passaram-se alguns dias e ao acordar novamente, Alberto voltara para seu antigo corpo. O q foi aquela experiência? Ele sabe agora, que tinha voltado para o passado para relembrar de seus erros.


2 Responses to “Um dia no passado”


  1. 1 Smaily Prado 11/03/2009 às 5:46

    Ótima história Rimadora! Muito boa mesmo!

    só ficou meio confuso ser um dia no passado quando mais parece um dia no futuro.

  2. 2 ViVi 13/03/2009 às 1:05

    Nossa, gostei demais dessa história, quando gosto até me arrepio e foi o que aconteceu hahaha
    Vou usar o rimadora tmbm!
    Legal rimadora, gostei!


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